ENCONTRO NACIONAL DOS COMANDOS DA GUINÉ – 1964 / 66

COMANDOS GUINÉ - 45 ANOS DEPOIS


ALMOÇO DE CONFATERNIZAÇÃO EM 19/06/2011


CAMARADAS, VAMOS FECHAR AS COMEMORAÇÕES DO NOSSO REGRESSO DA GUINÉ, FAZ ESTE ANO 45 ANOS, PARA OS ÚLTIMOS QUE DE LÁ VIERAM.

PERGUNTARAM ALGUNS DE VÓS, MAS TANTO TEMPO A COMUMERORAR?

É VERDADE, DESDE 2010 a 2011, EM QUE SE COMEMORAM OS NOSSOS REGRESSOS À 45 ANOS.

VAMOS POIS JUNTARMO-NOS NOVAMENTE NUM ALMOÇO-CONVÍVIO EM TORRES VEDRAS.

LOCAL E DATA:

"RESTAURANTE "OS SEVERIANOS"

A

19 DE JUNHO DE 2011

PELAS

11:30 HORAS

TRAZEI A FAMÍLIA





IDES RECEBER TODAS AS INDICAÇÕES ATRAVÉS DE CARTA QUE VOS SERÁ ENVIADA PELO CORREIO.

PARA MIM, PARA TI OU PARA ALGUM DE NÓS PODE SER A ÚLTIMA OPORTUNIDADE PARA ESTARMOS JUNTOS. POR ISSO VEM PASSAR UMAS HORAS DE SÃO E SALUTAR CONVÍVIO CONNOSCO.


ESTE ANO VAMOS TENTAR LEMBRAR OS NOSSOS ANTIGOS HERÓIS QUE AS CHEFIAS MILITARES TÃO COBARDEMENTE ABANDONARAM À SUA SORTE, E QUE OS NOSSOS GOVERNANTES NADA FIZERAM PARA MINORAR TUDO PORQUE PASSARAM. POIS, FORAM ESTES BRAVOS DO PELOTÃO QUE DEFENDERAM OS SEUS INTERESSES.

VAMOS TAMBÉM LEMBRAR OS NOSSOS SOLDADOS NATURAIS DA GUINÉ, QUE AO NOSSO LADO LUTARAM E QUE TÃO COBARDEMENTE FORAM ABANDONADOS NA HORA DA DESPEDIDA PELAS CHEFIAS MILITARES.

POR TUDO ISTO VINDE À NOSSA CONCENTRAÇÃO EM TORRES VEDRAS - RESTAURANTE "OS SEVERIANOS" .

" QUERER É PODER "

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HINO DOS COMANDOS

quarta-feira, 19 de maio de 2010

G.C.G. - A0041: GRUPO DE COMANDOS " APACHES "

 
Aquartelamento do CIC da Guiné - Porta de Armas - vendo-se ao fundo a Secretaria

Nesta altura, existiram dois (2) Comandantes desta Unidade de Comandos da Guiné, foram eles:
 
Capitão Rubim

-- Capitão de Artilharia - NUNO JOSÉ VARELA RUBIM ( 14MAI65 a 12FEV66)
Capitão Leandro

-- Capitão de Artilharia - José Eduardo Martinho Garcia Leandro ( 12Fev66 até Final)

-- GRUPO DE COMANDOS " APACHES"

-- CMDT de Grupo:

-- Alferes Miliciano "COMANDO", António Amadeu Couto Neves da Silva


 
Alferes Comando Neves da Silva

Neves da Silva (HOJE)

-- Chefes de Equipa:

-- 2º Sargento Miliciano "COMANDO", Mário Fernando Roseira Dias
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Carlos Alberto Correia da Silva
-- Furriel Miliciano "COMANDO", João Severo Parreira
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Fernando José Gomes Cordeiro

-- Praças:

-- Alberto Alves
-- António Jacinto Rosário Moreira
-- Carlos Alberto Marques Messias
-- Carlos Manuel Soares
-- Casimiro Oliveira Anselmo
-- Idílico Lourenço Filipe
-- Ilídio Manuel Faria Coelho
-- Inácio Nascimento Rebelo
-- Jacinto da Conceição Venâncio
-- Joaquim Lifna Cumba
-- José Alfredo Martins
-- José Maria Branco
-- Manuel António Xarepe
-- Mário Brigue Henrique Dias
-- Reinaldo Ângelo de Oliveira
-- Rolando da Costa Martins
-- Sebastião Ramalho Lavado


-- OPERAÇÕES EFECTUADAS PELOS " APACHES "
   
-- Relatórios de Operações do Grupo de Comandos:


Vamos encontrar aqui nestas transcrições, alguns assuntos repetidos, mas como não queremos deturpar a verdade e como esta é muito pouco conhecida, resolvemos efectuar a transcrição de todo o material que podemos arranjar.
Neste caso começamos por efectuar a cópia do material que estava na posse do Furriel Comando João Parreira.
-- NOTA: Para se conseguir ver e ler o que se segue deve-se usar o aumento de letra. Este depois vai ao lugar quando se encerrar o blog.
PERINTREPS das Operações dos "APACHES":

 -- OPERAÇÃO "NARCEJA":


-- OPERAÇÃO "ZENAIDA" :
.
-- Armamento capturado ao IN:


Camaradas depois de uma Operação, junto de Armas apreendidas ao IN

-- OPERAÇÃO "CAMBANÇA":
-- Espingarda "Mauser" - cal. 7,9 mm - 2
-- Espingarda "Mosin-Nagant" - cal. 7.62 mm - 2
-- Carregadores p| Pistola Met. "Thompson" - 1

-- OPERAÇÃO "SÍTIO":
-- Espingarda Aut. "Simonon" - cal. 7.62mm -3
-- espingarda "Mauser" - cal. 7.9mm - 5
-- Pistola Metralhadora "Thompson" - cal. 11.4mm - 3
-- Pistola Metralhadora PPSH - cal. 7.62mm - 1
-- Granada de LGFog - 2
-- Granada de Morteiro 60mm - 6
-- Granada de Mão Ofensiva (NT) - 1
-- Carregadores p/Pistola Metralhadora "Thompson" -11
-- Tripé para Metralhadora Pesada - 1
-- Fitas carregadoras p/Met. Pesada - 1
-- Estojos de limpeza p/Morteiro 60mm - 1
-- Caixas c/Detonadores Eléctricos - 1
-- Equipamentos - 4
-- Carregadores p/ PPSH - 1
-- Cartuchos calibre 11.4mm - 82
-- Cartuchos calibre 7.9mm - 247
-- Cartuchos calibre 7.62mm (Esp.) - 109
-- Cartuchos calibre 7.62mm (PM) - 35
-- Detonadores Eléctricos - 15
-- Bornais - 2
-- Cartucheiras - 5
-- Cunhetes de Madeira p/o transporte de Gran. de LGRFog - 2
-- Percutores de Morteiro 60mm - 3
-- Morteiro 82mm (Completo) - 1

-- OPERAÇÃO " DESFORÇO":
-- Pistola Metralhadora " Sudayev" - cal. 7.62mm - 1
-- Carregadores p/Pistola Met. "Sudayev" - 7

-- OPERAÇÃO "NARCEJA":
-- Espingarda "Mauser" - cal. 7,9mm - 11
-- Espingardas Indígena "Longas" - 1
-- Granada Mão Defensiva "F-1" - 6
-- Granada de Mão Ofensiva "RS-4" - 3
-- Pistola "Ceska" - 2

-- OPERAÇÃO "CASTOR":
-- Morteiro 82 mm (complecto) - 1
-- Metralhadora AA 2B 37 - 1
-- Metralhadora Pesada 7,62 mm Goryonne - 1
-- Metralhadora Ligeira 7,62 mm V2 52 - 1
-- Metralhadora Ligeira MG 42 - 1
-- Lança Granadas Foguete 8,9 mm - 1
-- Lança Granadas Foguete P27 - 1
-- Granadas Defensivas - 23
-- Granadas 8 mm de Morteiro - 57
-- Granadas de Lança Granadas Foguete - 50
-- Munições 7,62 mm - 100.000
-- Pistolas Metralhadoras - 12
-- Espingardas - 2
-- Pistolas Swan - 15
-- Pistolas Ceska - 1
-- Revolver - 1
-- Minas A/C - 3
-- Petardos 200 grs. - 150
-- Petardos 400 grs. - 27

ESTE GRUPO DE COMANDOS NÃO TEVE MORTOS EM COMBATE:

ESTE GRUPO DE COMANDOS TEVE OS SEGUINTES LOUVORES :


-- Pelo Comandante-Chefe das FA da Guiné - COMCHEFE


-- 2º Sargento "Comando" Mário Fernando Roseira Dias


-- Pelo Comando Militar da Guiné - CTIG


-- Soldado "Comando" sebastião Ramalho Lavado
-- Soldado "Comando" Joaquim Lifna Cumbá

ESTE GRUPO DE COMANDOS TEVE AS SEGUINTES CONDECORAÇÕES:

MEDALHA DE CRUZ DE GUERRA  - 4ª CLASSE

ao

-- 2º Sargento "Comando" Mário Fernando Roseira Dias

G.C.G. - A0040: SLIDE - GRUPO " APACHES "

Fotos do GRUPO de COMANDOS " APACHES "

AQUI TERMINA A NARRATIVA DO QUE FOI O GRUPO DE COMANDOS

"APACHES"


QUEREMOS AQUI TAMBÉM PRESTAR UMA SINGELA HOMENAGEM A TODOS OS BRAVOS MILTARES QUE COM A SUA ABNEGAÇÃO E ESPIRITO DE SACRIFICIO DERAM AZO A ESTES FEITOS TÃO GLORIOSOS.

A TODOS ELES A NAÇÃO PORTUGUESA, AOS VIVOS E AOS QUE JÁ FALECERAM, ESTÁ DEVEDORA DE UM OBRIGADO MUITO GRANDE.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

G.C.G. - A0039: FORMAÇÃO DOS GRUPOS do 2º CURSO do CIC


CIC em Brá - Uma reunião com os quatro(4) Grupos
FOTO: VBriote

Depois do do 2º CURSO de Oficiais e Sargentos, aqueles que ficaram apurados, ou seja, passaram no referido Curso, reuniram-se e procederam à escolha entre si com quem iam passar a trabalhar, ou seja, qual seria o seu Comandante de Grupo e qual a Equipa que iriam formar:

Crachá de Braço do Grupo de Comandos - APACHES

Assim, o Alferes Miliciano "COMANDO", António Amadeu Couto Neves da Silva, escolheu para nome do seu GRUPO - "APACHES".
Os Sargentos que por mutuo acordo ficaram no GRUPO, foram:

-- 2º Sargento "COMANDO", Mário Fernando Roseira Dias - "Ex-CAMALEÃO"
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Carlos Alberto Correia da Silva - "EX-Camaleão"
-- Furriel Miliciano "COMANDO", João Severo Parreira - "EX-Fantasmas e EX-Camaleões"
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Fernando José Gomes Cordeiro

Este GRUPO veio substituir o Grupo "CAMALEÕES"
Crachá de Braço do Grupo de Comandos - "CENTURIÕES"

O Alferes Miliciano "COMANDO", Luís Manuel Nobreza D'Almeida Rainha, escolheu para nome  do seu GRUPO - "CENTURIÕES".
Os Sargentos que por mutuo acordo ficaram no GRUPO, foram:

-- 2º Sargento "COMANDO", José Justino de Cabedo e Lencastre( foi "Comando" entre 11Jun/29Ago65 e nesta altura dispensado)
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Heitor Carlos Garrido Madeira Fragoso
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Augusto Rodrigues Valente de Sousa
-- 1º Cabo "COMANDO", Júlio Alexandre Costa Abreu

Este GRUPO veio substituir o Grupo "FANTASMAS"
Crachá de Braço do Grupo de Comandos - "DIABÓLICOS"

O Alferes Miliciano "COMANDO", Virgínio António Moreira da Silva Briote, escolheu para nome do seu GRUPO - "DIABÓLICOS".
Os Sargentos que por mutuo acordo fizeram parte do GRUPO, foram:

-- 2º Sargento Miliciano "COMANDO", Mário José Machado Valente
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Caetano Faria Azevedo
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Fernando Manuel Marques de Matos
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Jorge Leonel Ávila Pamplona Ázera

Este GRUPO veio substituir o Grupo "PANTERAS"
Crachá de Braço do Grupo de Comandos - " VAMPIROS"

O Alferes Miliciano "COMANDO", António Joaquim Pereira Vilaça, escolheu para nome do seu Grupo - "VAMPIROS".
Os Sargentos que por mutuo acordo fizeram parte do GRUPO, foram:

-- Furriel Miliciano "COMANDO", António Mário Bacalhau Timóteo Xabregas
-- Furriel Miliciano "COMANDO", Carlos Joaquim Viegas Guedes
-- Furriel Miliciano "COMANDO", José João Moura dos Santos
-- 1º Cabo "COMANDO", Alfredo Fernandes de Tudela Júnior

Mais tarde, devido a doença, o Cmdt de GRUPO dos "VAMPIROS" foi substituído na sua função pelo Camarada "COMANDO", Victor Manuel Cardoso Caldeira.

terça-feira, 27 de abril de 2010

G.C.G. - A0038 : GUINÉ 1965 - 2º CURSO DE COMANDOS DE PRAÇAS

As Praças seleccionadas entre voluntários para a frequência do CURSO, apresentaram-se no CIC e iniciaram o mesmo em14 de Julho de 1965. Teve a duração de oito (8) semanas, tendo terminado em 04 de Setembro de 1965.
Segue  a ORDEM de SERVIÇOS Nº: 95 de 19Nov65, do CTIG, a qual trás o Nome dos Oficiais, Sargentos e Praças que obtiveram aproveitamento no 2º CURSO de COMANDOS da GUINÉ.
O.S. nº:95 de 19Nov65 - Folha 1066
O.S. nº:95 de 19Nov65 - Folha 1067
O.S. nº:95 de 19Nov65 - Folha 1068
O.S. nº:95 de 19Nov65 - Folha 1069


São estes homens que irão dar origem aos quatro (4) GRUPOS de COMANDOS que se vão agora formar no CIC da Guiné.
Vamos agora tentar explicar como se formaram os diversos Grupos. 
Os Grupos são constituídos por quatro (4) Equipas, cada uma constituída no mínimo por cinco (5) elementos mais o Chefe de Equipa.
Qualquer Elemento do Grupo está ou deve estar apto para comandar o GRUPO ou a Equipa, isto é verídico para qualquer elemento do GRUPO. É esta atitude que torna a TROPA ESPECIAL dos "COMANDOS" numa "TROPA DE ELITE",  o que nos enche de orgulho.

-- Os Sargentos juntam-se em grupos de quatro (4), conforme as afinidades entre eles.
-- Os Oficiais vão conhecendo melhor os Sargentos e vão tentando formar as suas Equipas.
-- Durante a instrução das Praças, oficiais e sargentos vão deitando o olho aos Praças e assim, arrastando-
     -os para o seu lado.
No final do Curso já há uma ideia muito bem definida sobre a constituição dos GRUPOS.

COMO APARECE O NOME DO "GRUPO DE COMANDOS"?

O Comandante do Grupo, os Chefes de Equipa e os soldados reunem-se e por votação aprovam um NOME para o GRUPO.

Assim, nasceram os quatro (4) GRUPOS, cujos nomes são: 

-- GRUPO "APACHES" - lenço Amarelo
-- GRUPO "CENTURIÕES" - lenço Vermelho
-- GRUPO "DIABÓLICOS" - lenço preto
-- GRUPO " VAMPIROS" - lenço azul

Cada Grupo tem um crachá de ombro que o distingue dos outros, vamos pois mostrá-los:
 Crachá do Grupo "APACHES"
Crachá do Grupo "CENTURIÕES"
Crachá do Grupo "DIABÓLICOS"


Crachá do Grupo "VAMPIROS"

G.C.G. - A0037: GUINÉ 5ª PARTE - NOS COMANDOS


G.C.G. - A0036 : GUINÉ 1965 - 2º CURSO DE COMANDOS DA GUINÉ

Devido ao êxito do 1º Curso de Comandos, o CTIG resolveu marcar para meados de 1965 um novo Curso.
Mas havia uma pequena complicação que devia ser torneada antes do início do Curso; o Tenente-Coronel de Infantaria "Comando", António Machado Correia Dinis, por terminar a Comissão de Serviço e m 04 de Maio de 1965, tinha de ser substituído.
O Capitão de Artilharia, Nuno José Varela Rubim, o qual tinha chegado à Guiné em 19 de Novembro de 1964 e colocado em Mansabá no BCaç 645 onde ganha alguma experiência operacional bem sucedida, é proposto para substituir o Tenente-Coronel Dinis e é aceite.
Apresenta-se no Quartel General em Abril de 1965, passando a comandá-lo desde 04 de Maio de 1965.
Tinha-se agora de proceder ao recrutamento do Pessoal que iria frequentar o CURSO DE QUADROS, mas para isso tinha-se de vencer a resistência dos Comandantes de Batalhão e Companhia que se vião expuliados dos seus melhores homens. 
Ultrapassada esta fase de recrutamento, teve início em 31 de Maio de 1965, o 2º CURSO de COMANDOS da Guiné.
Parte da ORDEM DE SERVIÇO do CTIG, onde se pode ver a nomeação dos Instrutores e Monitores para o "º CURSO DE COMANDOS do CIC de Brá:
O.S. do C.I. da Guiné - 01 de Junho de 1965



Assim, começou o 2º CURSO de QUADROS dos COMANDOS com o seguinte pessoal Instrutor e Monitor.

Director de Instrução:

-- Capitão de Art.ª - Nuno José Varela Rubim

Instrutor:

-- Alferes Miliciano "COMANDO" - Justino Coelho Godinho - Camaleões

Monitores:

-- 2º Sargento de Infantaria "COMANDO" - José Justino de Cabedo Lencastre
-- 2º Sargento de Infantaria "COMANDO" - Mário Fernando Roseira Dias - Camaleões/Apaches
-- Furriel Miliciano "COMANDO" - Manuel Victor Santos Moita - Panteras
-- Furriel Miliciano "COMANDO" - António Manuel Vassalo Miranda - Panteras
-- Furriel Miliciano "COMANDO" - Ilídio José  M. Leonor - Camaleões
-- Furriel Miliciano "COMANDO" - António M. Pereira Fabião - Camaleões
-- Furriel Miliciano "COMANDO" - Joaquim António Nunes - Panteras
-- Furriel Miliciano "COMANDO" - Carlos Alberto Pereira Lopes - Panteras
-- Furriel Miliciaqno "COMANDO" - João Carlos Gomes Alves de Matos - Fantasmas

A seguir apresentaram-se no C.I. da Guiné - Brá, os Oficiais e os Sargentos que iam frequentar o 2ºCURSO de COMANDOS que teve início a 31 de Maio de 1965 e durou até 22 de Junho de 1965, os candidatos foram:

INSTRUENDOS:

-- Alferes Miliciano - Luis Manuel Nobreza D'Almeida Rainha - da CCav 704
-- Alferes Miliciano - António Amadeu Couto Neves da Silva - da CCaç 762
-- Alferes Miliciano - António Joaquim Vilaça - da CCaç 726
-- Alferes Miliciano - Victor Manuel Cardoso Caldeira - da CCaç 764
-- Alferes Miliciano - Virgínio António Moreira da Silva Briote - da CCaç 489
-- Furriel Miliciano - Joaquim Jesus dos Santos Prates - da CArt 730
-- Furriel Miliciano - José João Moura dos Santos - da CArt 644
-- Furriel Miliciano - Fernando José Gomes Cordeiro - da CAV 70
-- Furriel Miliciano - Caetano de Faria Azevedo - da CCaç 764
-- Furriel Miliciano - Carlos Alberto da Rosa Baptista - da CCaç 674
-- Furriel Miliciano - Heitor Carlos Garrido Madeira Fragoso - da CPM 590
-- Furriel Miliciano - Joaquim Teixeira Olivença - da CArt 732
-- Furriel Miliciano - João Severo Parreira - da CArt 730

Em 02 de Julho realizou-se a Cerimónia da entrega dos crachás aos graduados que terminaram a instrução com aproveitamento.

DESTE CURSO FORAM ELIMINADOS,POR NÃO CUMPRIREM COM OS REQUESITOS PARA SEREM COMANDOS:

--
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Seguem as respectivas Ordens de Serviços:

G.C.G. - A0035 : A PREPARAÇÃO DA INSTRUÇÃO

O Comandante do CIC da Guiné, aproveitando a passagem por Bissau em Junho de 1964, do Comandante do CI 25 de Angola, Capitão Sousa e Castro, foram trocadas impressões sobre a formação dos Comandos na Guiné, esclareceram-se dúvidas e acertaram-se muitas medidas tendentes a melhorar os aspectos práticos da Instrução; nascendo desta troca de impressões um "MANUAL" com as instruções necessárias para o Curso que estava na altura a decorrer ( 1º CURSO de COMANDOS) e para futuros Curso que se viessem a organizar.
Assim, nasceu aquele que passou a ser a bíblia da Instrução dos Comandos da Guiné; claro que esta podia ser modificada conforme as circunstâncias.
Por ser um documento tão importante, vamos passar a descrevê-la:
Como se previa esta era dividida numa série de rubricas, as quais se adaptavam à nossa espécie de guerrilha, assim contava-se, com:

-- Higiene e Primeiros Socorros - Feridos de Guerra - 2 horas

  • Tipos mais frequentes. Principais problemas; perda de sangue e infecções. Feridas na cabeça, tórax e abdómen.

  • Controlo da perda de sangue.

  • Aplicação de garrote e pensos compressivos.

  • Aplicação de pensos individuais.
-- Técnica de Combate - Actos Individuais do Combatente - 6 horas

  • Deslocar-se.

  • Livre e debaixo de fogo.

  • Em todas as condições do terreno: mata aberta e cerrada, capim alto e baixo.

  • Nos trilhos, nas picadas, nas clareiras.

  • Cuidados durante a progressão: segurança, silêncio, atenção

  • Por lanços, curtos e rápidos.

  • Rastejar, de cócoras, de pé, a rolar em corrida, por salto, em marcha de macaco, corrida em Zig-Zag.

  • No meio liquido a diferentes profundidades com pé e sem pé.
-- Observar - 4 horas

  • Escolher o local donde consiga localizar o IN; deslocar-se até lá.

  • Observar antes de se abrigar.

  • Observar sempre, durante o deslocamento, durante o salto, durante o ataque.

  • Enganar o IN com truques, com movimento, com pedras, para observar.

  • Observar o IN para fazer fogo sobre ele.

  • Observar para evitar a surpresa.
-- Abrigar-se - 4 horas

  • À ordem, à vista, ao som de um tiro. Obrigar o instruendo a ter a noção de que todo o seu corpo está abrigado e não só parte dele. Utilizando projécteis de perigo progressivo até ao tiro real.

  • Escolha ou adaptação do local de modo que possa fazer tiro nas melhores condições

  • Fazer tiro antes de se abrigar.

  • Abrigar-se e fazer tiro.
         NOTA: Todas as fases desta instrução deviam ser exigidas até ao mínimo pormenor e repetidas tantas
                       vezes quantas as necessárias até à execução perfeita, por cada instruendo. Nos treinos, para
                       abrigar, seriam utilizadas pedras, no início, mas depois, pressão de ar.

-- Táctica de Equipa - 21 horas Diurnas - 6 horas Nocturnas

  • Formação das Equipas, com base nas aptidões demonstradas durante a instrução individual, nos laços de amizade entre os instruendos, nas suas afinidades regionais, na capacidade de chefia, na subordinação e respeito mútuo.

  • Dentro da Equipa, a função de cada elemento:  Na progressão tendo em vista os pontos executados na fase individual.

  • Idem na observação.

  • Idem na Segurança.

  • Treino das Equipas funcionando em Apoio, Manobra ou Protecção e Decepção.

  • Articulação
-- Instrução com Viaturas (jeep, jeepão ou unimog, GMC, Mercedes) - 4 horas

  • Individual:

  • Modo e local de instalação na viatura

  • Salto da viatura em movimento, aumentando progressivamente a velocidade.

  • Salto da viatura para a berma da estrada, abrigando-se e ocupar posição de tiro.

  • Idem com lançamento de granadas de mão.

  • Equipas:

  • Localização de cada elemento dentro da viatura, conforme o seu tipo.

  • Função de cada elemnto no que respeita à ligação entre eles e com as outras Equipas, observação, segurança, missão em caso de emboscada, mina ou fornilho.

  • Segurança em andamento, nos pequenos e grandes altos.

  • Considerar o caso de viatura isolada e em coluna.
-- Instrução com Helicópteros - 2 horas

  • Equipas:

  • Distribuição pelos lugares.

  • Salto de Helicóptero.

  • Tomada de posição.

  • Abandono.

  • Dispositivo.

  • Recolha:

  • Dispositivo.

  • Tomada de lugares.

  • Segurança.
-- Informações - 5 horas 
  • Mostrar como cada Combatente pode ser útil na pesquisa de informação
  • O que são notícias e informações.


  • Origem da notícia.

  • Apresentação de material capturado ao IN como resultado da acção das tropas.

  • Modo de tratamento de prisioneiros.

  • Modo de actuação do IN deduzido através de notícias dadas pelas tropas; aguçar o interesse do Combatente pela pesquisa de notícias.
Ao mesmo tempo saíam as Normas para as Provas de Selecção de Praças e Quadros, as quais estabeleciam os valores mínimos a cumprir no teste de potência e no comportamento individual no teste de agressividade,que era realizado num combate de boxe que deveria realizar-se num espaço de tempo curto e apenas o necessário para se verificar o grau de comportamento combativo de cada um, que traduzia o respectivo espírito de combatividade.
Os Quadros eram igualmente solicitados a responder a um inquérito inicial em que, na introdução dizia:"Responda conscienciosamente às questões postas,atendendo que deverá fazê-lo tal como é ou pensa, e não como julgaria que deveria ser ou pensar".

Do extenso rol de questões colocadas, seleccionamos algumas a tulo exemplificativo:


-- Como admite a disciplina militar?
-- Diz-se "cumprir um dever". Porque não se dirá "cumprir uma obrigação"?
-- tem alguma ideia sobre a evolução do terrorismo? Diga qual de modo sucinto.
-- A vida militar, diz-se, é um sacrifício permanente; acha que deverá sê-lo? Porquê?
-- É metódico? Gosta de se deitar a horas certas? Gosta de se levantar cedo ou levanta-se 
    com dificuldade?
-- Como justifica perante a Nação a existência do Exército?
-- A coerência não é uma virtude mas sim honestidade de consciência.
     Comente a frase.

O COMANDO é um individuo que possui, no mais alto Grau, as seguintes caracteristicas:

  1. Discíplina e grande espírito de sacrifício.

  2. Forte espírito de corpo e camaradagem.

  3. Domínio e controlo dos impulsos.

  4. Treino intenso.

  5. Elevada preparação física.

  6. Instrução e prática de tiro.

  7. Técnicas de sobrevivência.

  8. Processows e técnicas de ligação.

  9. Explosivos, minas e armadilhas.

  10. Preparação psicológica e mentalização.
Como já atrás foi dito o "COMANDO" tem de ser uma verdadeira "MÁQUINA DE GUERRA", pois disso depende a sua sobrevivênvia.
(Texto tirado do Livro"resenha H.M.C.A.- Comandos-Os Grupos Iniciais - II GUINÉ 1963-1966)